sábado, 8 de novembro de 2008

Roberto Carlos - Biografia





Roberto Carlos Braga (Cachoeiro do Itapemirim, 19 de abril de 1941) é um cantor e compositor brasileiro. É o artista latino americano que teve mais discos vendidos e o cantor brasileiro que mais vendeu discos no mundo. Em 45 anos de carreira, completados em 2007, Roberto vendeu mais de 100 milhões de discos no mundo.

Infância

Nascido no interior do Espírito Santo, Roberto Carlos é o quarto e último filho do relojoeiro Robertino Braga e da costureira Dona Laura Moreira Braga. A família Braga morava no bairro do Recanto, em Cachoeiro de Itapemirim, numa casa modesta no alto de uma ladeira e os demais membros da família eram: Lauro Roberto Braga, Carlos Alberto Braga e Norma Moreira Braga, que Roberto Carlos carinhosamente chamava de Norminha.

Apelidado na infância como "Zunga", ainda criança aprendeu a tocar violão e piano - a princípio com sua mãe e, posteriormente, no Conservatório Musical de Cachoeiro do Itapemirim. Seu ídolo na época era Bob Nelson, um artista brasileiro que se vestia de cowboy e cantava músicas "country" em português. Incentivado pela mãe, Roberto Carlos cantou pela primeira vez em um programa infantil na Rádio Cachoeiro do Itapemirim, aos nove anos. Ele se apresentou cantando o bolero "Amor y más amor". Então, tornou-se presença assídua do programa todos os domingos.

Início: mudança para o Rio de Janeiro

Na segunda metade dos anos cinqüenta, Roberto Carlos mudou-se para Niterói (RJ). Seguindo muitos adolescentes da época, ele entrou em contato com um novo ritmo musical, o Rock, e passou a ouvir Elvis Presley, Little Richard, Gene Vincent e Chuck Berry.

Em 1957, Arlênio Lívio, um colega de escola, levou Roberto Carlos para conhecer um grupo de amigos que se reunia na Rua do Matoso, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Lá conheceu Sebastião (Tim) Maia, Edson Trindade, José Roberto "China" e Wellington. Ele formou com Arlênio, Trindade e Wellington o seu primeiro conjunto musical chamado "The Sputnicks". Certa vez, ele precisava da letra de "Hound Dog" - e o grande fã de Elvis Presley daquela turma de amigos era Erasmo (Carlos) Esteves. Desta forma, Roberto Carlos conheceu aquele que se tornaria seu maior parceiro musical.

Com Erasmo integrado ao grupo, rebatizado como "The Snakes", Roberto Carlos passou a se apresentar com freqüência em clubes e festas. O grupo foi convidado por Carlos Imperial a se apresentar no seu programa musical "Clube do Rock", da TV Tupi. Imperial costumava apresentar Roberto Carlos como o "Elvis brasileiro". No final daquela década, Roberto gravou alguns compactos e iniciava sua carreira oficialmente.

Em 1959, Roberto Carlos lançou "João e Maria/Fora do Tom", um compacto simples. Dois anos depois, ele lançava seu primeiro álbum, "Louco por Você". Imperial compôs boa parte das canções deste disco. O LP não teve sucesso, e hoje Roberto Carlos renega este LP.

Anos 1960: a Jovem Guarda

Roberto Carlos insistiu em investir na música jovem da época, o rock, e em 1962 lançou "Splish Splash". Com o amigo Erasmo, Roberto compunha versões de hits do álbum e músicas próprias como "Splish Splash" e "Parei na contramão", que se tornaram grandes sucessos. No ano seguinte, o cantor novamente esteve nas paradas de sucesso com o LP "É Proibido Fumar", onde, além da faixa-título, se destacou a canção "O Calhambeque". Assim nascia a Jovem Guarda.

Conhecido nacionalmente, Roberto Carlos começou a apresentar o programa Jovem Guarda em 1965, da TV Record, ao lado de Erasmo Carlos e Wanderléa. O programa popularizou ainda mais o movimento e consagrou o cantor, que se tornou um dos primeiros ídolos jovens da cultura brasileira. Ainda em 1965, foram lançados os álbuns "Roberto Carlos Canta Para a Juventude" - com sucessos "História de Um Homem Mau", "Os Sete Cabeludos", "Eu Sou Fã do Monoquini" e "Não Quero Ver Você Triste", parcerias com Erasmo Carlos - e "Jovem Guarda", com os sucessos "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno", "Lobo mau", "O Feio" (de Getúlio Côrtes) e "Não é Papo Pra Mim".

Em 1966, foi gravado o disco "Roberto Carlos". Os destaques do álbum foram "Eu te Darei o Céu", "Namoradinha de um Amigo Meu", "Querem Acabar Comigo", "Esqueça" (versão de Roberto Corte Real), "Negro Gato" (de Getúlio Côrtes) e "Nossa Canção" (de Luiz Airão). Ainda naquele ano, apresentou programas na TV Record como "Roberto Carlos à Noite", "Opus 7", "Jovem Guarda em Alta Tensão" e "Todos os Jovens do Mundo", todos de vida efêmera.

O Festival de Midem de 1967, em Cannes-(FRA), marcaram os primeiros shows do cantor no exterior. Naquele mesmo ano, foi lançado "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", álbum que lançou clássicos como "Eu Sou Terrível", "Como é Grande o Meu Amor por Você" e "Por isso eu Corro Demais". No ano seguinte foi lançado o filme com nome homônimo ao LP, com produção e direção de Roberto Farias e elenco com José Lewgoy e Reginaldo Farias. O filme tornou-se um grande sucesso de bilheteria do cinema nacional.

Além da apresentação do programa e dos álbuns com canções no ritmo iê-iê-iê, Roberto participou de alguns festivais de Música Popular Brasileira. Com "Maria, Carnaval e Cinzas" (de Luís Carlos Paraná), o cantor ficou em quinto lugar. Algumas pessoas hostilizaram a presença de um ícone da Jovem Guarda - tido como "alienado" sob a ótica da época.

Em 1968, foi lançado o LP "O Inimitável" foi lançado. Com algumas influências de Soul, o álbum lançou sucessos como "Se Você Pensa", "Eu Te Amo, Te Amo,Te Amo", "Ciúme", "É Meu, É Meu, É Meu", "As Canções que Você Fez Pra Mim" (todas parcerias com Erasmo Carlos) e "E Não Vou Deixar Você Tão Só" (de Antônio Marcos). Ainda naquele ano, Roberto Carlos se tornou o primeiro estrangeiro a vencer o Festival de San Remo (da Itália), com a canção "Canzone Per Te", de Sergio Endrigo e Sergio Bardotti, e se casou, em Santa Cruz de la Sierra-(BOL), com Cleonice Rossi, mãe de seus filhos Roberto Carlos Segundo (o Segundinho, mais conhecido como Dudu Braga, nascido em 1969), e Luciana (nascida em 1971).

A mudança de estilo do cantor veio definitivamente em 1969. O álbum "Roberto Carlos" foi marcado por um maior romantismo em lugar dos tradicionais temas juvenis típicos da Jovem Guarda. Entre os sucessos deste LP estão "As Curvas da Estrada de Santos", "Sua Estupidez" e "As Flores do Jardim da Nossa Casa", todas parcerias com Erasmo Carlos. Ainda naquele ano, foi lançado seu "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa", segundo filme dirigido por Roberto Farias, e novo êxito de bilheteria.

Anos 1970: fase romântica

A partir da década de 1970, marcou o fim da Jovem Guarda e consolidou o prestígio de Roberto Carlos como intérprete romântico no Brasil e no exterior (Estados Unidos, Europa e América Latina). O cantor foi o artista brasileiro que mais vendeu discos no país. Várias das suas músicas foram gravadas por artistas como Julio Iglesias, Caravelli e Ray Conniff.

Em 1970, o cantor fez uma bem-sucedida temporada de shows no Canecão. Naquele mesmo ano, foi lançado seu novo álbum, com os sucessos ano, fez sucesso com "Ana", "Vista a Roupa Meu Bem" e "Jesus Cristo", canção que também marcava sua aproximação com a religião.

No ano seguinte, foi lançado "Roberto Carlos a 300 km por Hora", seu último filme e também um grande sucesso nacional. Ainda em 1971, foi lançado "Roberto Carlos". O disco contou com os sucessos "Detalhes", "Amada Amante", "Todos estão surdos", "Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos" (homenagem a Caetano Veloso e "Como Dois e Dois" (de Caetano).

O álbum "Roberto Carlos", de 1972, repercutiu com "A Montanha" e "Quando as Crianças Saírem de Férias", e "Roberto Carlos", de 1973, com "Rotina" e "Proposta". Em 24 de dezembro de 1974, a Rede Globo exibiu um especial do cantor, que obteve um enorme índice de audiência. A partir daquele ano, o programa foi veiculado anualmente, sempre no final do ano.

Em 1975, seu grande sucesso foi "Além do horizonte". No ano seguinte, o cantor gravou seu LP nos estúdios da CBS em Nova York. O álbum lançou as canções "Ilegal, Imoral ou Engorda" e "Os Seus Botões". Em 1977, Roberto Carlos gravou "Muito Romântico" (de Caetano Veloso) e "Cavalgada", lançadas em seu disco, e que alcançaram os primeiros lugares nas paradas musicais.


No ano seguinte, foi lançado "Roberto Carlos", de 1978, de onde se destacaram as famosas "Café da Manhã", "Força estranha" (de Caetano Veloso) e "Lady Laura" - esta última dedicada a sua mãe. O disco vendeu um milhão e quinhentas mil cópias. Além de álbuns que vendiam mais de 1 milhão de cópias por ano, os shows de Roberto Carlos eram também disputados: em 1978, o cantor percorreu o país por seis meses, sempre com casas lotadas.

Quando visitou o México em 1979, o papa João Paulo II foi saudado com a canção "Amigo", cantada por um coro de crianças. O evento foi transmitido ao vivo para centenas de milhões de pessoas no mundo. Também naquele ano, seu casamento com Cleonice se desfez, iniciando um romance com a atriz Mirian Rios, e se engajou da ONU em prol do Ano Internacional da Criança.

Anos 1980: reconhecimento internacional

No início da década de 1980, participou de outra campanha, dessa vez para o Ano Internacional da Pessoa Deficiente. Em 1981, o cantor fez excursões internacionais e gravou seu primeiro disco em inglês - outros seriam lançados em espanhol, italiano e francês. Também gravou seu disco anual, que contou com sucessos como "Emoções", "Cama e Mesa" e "As Baleias".

Em 1982, recebeu da gravadora CBS o Prêmio Globo de Cristal, oferecido aos artistas que ultrapassam a marca dos 5 milhões de discos vendidos fora de seu país de origem. Ainda naquele ano, Maria Bethânia participou de seu álbum anual, no dueto "Amiga". Era a primeira vez que o cantor convidava um outro artista para participar das gravações de um disco. O LP ainda teve o sucesso "Fera ferida", outra parceria com Erasmo.

Em 1984, sua música "Caminhoneiro" foi executada mais de três mil vezes nas rádios do país em um único dia[carece de fontes?]. No ano seguinte, "Verde e Amarelo" foi tocada três mil e quinhentas vezes[carece de fontes?]. Ganhou em 1988 o Grammy de Melhor Cantor Latino-americano e, no ano seguinte, atingiu o topo da parada latina da Billboard. Ainda em 1989, teve grande repercussão com "Amazônia".

Anos 1990: campeão de vendas e morte de Maria Rita

Durante a década de 1990, o sucesso de Roberto Carlos prosseguiu tanto em nível nacional quanto internacional. Em 1994, ele se tornou o primeiro latino-americano a vender mais discos que os Beatles[2], com mais de 70 milhões de álbuns vendidos.

Em 1995, liderados por Roberto Frejat, grandes nomes do pop-rock brasileiro como Cássia Eller, Chico Science & Nação Zumbi, Barão Vermelho e Skank homenagearam Roberto Carlos com a gravação de canções d época da Jovem Guarda. Ainda naquele ano, o cantor casou-se com a pedagoga Maria Rita Simões Braga. No ano seguinte, Roberto Carlos emplacou mais um sucesso em parceria com Erasmo Carlos: "Mulher de 40". Já em 1997, foi lançado o álbum em língua espanhola "Canciones que amo".

Em 1998, foi diagnosticado câncer em Maria Rita. Roberto Carlos teve de conciliar a gravação do disco anual e o apoio à esposa internada em São Paulo. O disco "Roberto Carlos 1998", que quase não foi lançado, tinha apenas quatro músicas inéditas, entre elas "O Baile da Fazenda", uma parceria com Erasmo Carlos e que contou com a participação especial de Dominguinhos. Em 1999, o agravamento do estado de saúde de Maria Rita, seguido de sua morte em dezembro daquele ano, fez com que o cantor deixasse de apresentar seu tradicional especial de final de ano na Rede Globo e não gravasse seu disco anual.[3][4] A gravadora Sony acabou lançando "Os 30 Grandes Sucessos (Vol. 1 e 2)", uma coletânea dupla com seus maiores sucessos da carreira de Roberto e uma faixa-inédita, a religiosa "Todas as Nossas Senhoras", escrita com Erasmo.

Anos 2000-presente

Depois de um período de reclusão, Roberto Carlos retomou sua carreira com a turnê "Amor Sem Limite", inaugurada em Recife, em novembro de 2000, título da canção - feita em homenagem à Maria Rita - de maior destaque no álbum lançado em dezembro daquele mesmo ano. Ainda naquele ano, o cantor rompeu seu contrato com a gravadora Sony (ex-CBS), após 39 anos de parceria.

Em 2001, Roberto recebeu inúmeras homenagens pelo seu 60º aniversário e gravou o álbum "Acústico MTV", depois de meses de negociações entre a Rede Globo e a MTV Brasil[13][14]. O álbum trouxe 14 releituras em versão acústica para antigos sucessos, alguns cantados com a participação de artistas como Samuel Rosa, do Skank (em "É Proibido Fumar"), Tony Bellotto, dos Titãs (em "É Preciso Saber Viver"), entre outros.

No ano seguinte, Roberto Carlos foi acusado pelo maestro Sebastião Braga de plagiar a melodia da sua composição "Loucuras de Amor" em "O Careta", de 1982. Também foi lançado o DVD "Acústico MTV", que logo foi retirado de circulação devido a problemas contratuais. Em comemoração aos 90 anos do bondinho do Pão de Açúcar, o cantor fez uma apresentação para 200 mil pessoas no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

No final de 2003, ele fez uma apresentação no Ginásio do Maracanãzinho, de onde foram gravadas imagens para seu tradicional especial natalino na Rede Globo e também divulgado "Pra sempre", álbum todo dedicado a Maria Rita. Com nove canções inéditas, o disco contou com "O Cadillac" (única escrita com Erasmo), "Acróstico" (cujas primeiras letras dos versos formam a frase "Maria Rita meu amor") e faixa-título "Pra Sempre".

Em janeiro de 2004, Roberto fez um show no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, como parte das comemorações dos 450 anos da cidade. Em outubro do mesmo ano, o cantor lotaria o Estádio do Pacaembu, também na capital paulista, na apresentação do show "Pra Sempre" e que foi lançado em DVD. Após iniciar tratamento terapêutico, ele também reconheceu publicamente sofrer de Transtorno Obsessivo Compulsivo, síndrome que o levou a um comportamento excessivamente supersticioso e o fez abandonar do repertório de seus shows canções famosas "Café da Manhã", "Outra Vez" e "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno". Em entrevista coletiva, admitiu que poderia voltar a cantá-las, demonstrando os resultados do tratamento. No final desse ano, comemorou o 30º aniversário do seu primeiro especial para a Rede Globo e foi lançada o primeiro volume de sua discografia em uma caixa, por década, reúnem seus discos em formato mini-LP e sonoridade remasterizada.

Em 2005, o Jornal do Brasil organizou uma votação sobre discos que emplacaram diversos sucessos ao mesmo tempo na música brasileira. Os primeiro e o segundo lugares ficaram com Roberto Carlos, com "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", de 1967 (com sucessos como "Eu Sou Terrível", "Quando" e "Como É Grande O Meu Amor Por Você") e "Roberto Carlos", de 1977 (com sucessos como "Amigo", "Outra Vez", "Cavalgada", "Falando Sério" e "Jovens Tardes de Domingo"). Ainda nesse ano, chegou a um acordo com o maestro Sebastião Braga, que o acusava de plagiar uma canção sua. Apesar do sucesso de vendas, os trabalhos recentes de Roberto Carlos continuam a desagradar à crítica, que o considera repetitivo. Ainda naquele ano, recebeu uma indicação e venceu o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Romântica, pelo álbum "Pra Sempre Ao Vivo no Pacaembu".

Em dezembro de 2006, foi lançado "Duetos", CD com 14 faixas e DVD com 16 números, que apresentava momentos tirados dos especiais gravados para a Rede Globo desde a década de 1970. No mesmo período, a Editora Planeta lançou o livro "Roberto Carlos Em Detalhes", de Paulo Cesar de Araújo, uma biografia não-autorizada sobre o cantor, resultado de uma pesquisa ao longo de 16 anos e reuniu depoimentos de cerca de 200 pessoas que participaram da trajetória de Roberto. Roberto Carlos repudiou a publicação, alegando haver nela inverdades, e anunciou sua intenção de retirar de circulação a obra.

Em janeiro de 2007, o cantor fez uma viagem para a Espanha, onde gravou seu primeiro álbum em espanhol em uma década. A Justiça deu ganho de causa a Roberto Carlos e o livro "Roberto Carlos em Detalhes" foi retirado das lojas ao final de fevereiro de 2007. Em 27 de abril de 2007, após longa audiência no Forum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, foi determinado o recolhimento de todos os exemplares do livro. Em junho, fez apresentações no Canecão. Além da participações especiais do cantores Gilberto Gil e Zeca Pagodinho, dos jornalistas Nelson Motta e Leda Nagle e atores e atrizes consagrados, o repertório do show contou com a íntegra de "É Preciso Saber Viver", música em que o cantor há muito tempo se recusava a cantar o verso "se o bem e o mal existe", em função do TOC (Transtorno Compulsivo-Obsessivo), de que falou descontraído e apontando melhoras.

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