sexta-feira, 10 de outubro de 2008

MERCEDES SOSA


Nascida em Tucumán em 1935, Mercedes Sosa é uma cantora argentina de grande apelo popular na América Latina. Seu apelido é "La Negra", por causa dos cabelos pretos, longos e lisos.

Foi descoberta aos quinze anos de idade, cantando numa competição de uma rádio da cidade natal. Com um belíssimo timbre de contralto, gravou o primeiro disco Canciones con Fundamento, com um perfil de folk argentino. Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravou Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas. Gravou um tributo também à chilena Violeta Parra.

Sosa interpreta um vasto repertório, com canções de vários estilos. Atua com muitos músicos argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, e outros latino-americanos como Milton Nascimento, Fagner e Silvio Rodríguez.

É também uma conhecida ativista política de esquerda, foi peronista na juventude. Em tempos mais recentes manifestou-se como forte opositora da figura de Carlos Menem e apoiou a eleição do atual presidente Néstor Kirchner. A preocupação sócio-política refletiu-se no repertório interpretado, tornando-se uma das grandes expoentes da Nueva Cancion, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rechaço ao alegado imperialismo norte-americano, ao consumismo e à desigualdade social.

Hoje, Mercedes Sosa coleciona 35 álbuns em mais de 40 anos na estrada musical. Ela já esteve no Brasil dezenas de vezes, sendo a última delas em outubro de 2007, quando apresentou o repertório de seu último disco de então, Corazón Libre (2005).


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